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Pr. Diaz Pabón – Igreja Viva e Ativa

Pr. Diaz-Pabón – 08/2016

Os jornais da televisão só falam das Olimpíadas no Brasil, mas eu lhes garanto que existe uma história que eles não desejam informar porque deixariam as Olimpíadas em segundo plano. Deus se move no Brasil de maneira maravilhosa!

Ontem à noite foi o encerramento do 4º Congresso do Discipulado em Joinville, Brasil. Uma orquestra sinfônica acompanhou o louvor.  A atmosfera foi celestial. Durante o louvor sentia que podia tocar a Deus. (Devo cumprimentar os organizadores do congresso).

Estava lotado e o encerramento consistiu em um período de oração onde cada congressista se comprometia com o evangelismo. Ver centenas de pastores banhados em lágrimas na presença de Deus, clamando pelo seu país, igrejas e famílias, foi algo impressionante.

A igreja está viva e ativa no Brasil. Chegaram representantes de grande parte dos estados e inclusive do país vizinho, Argentina. Mas o mais importante é que o Senhor, como sempre, não se fez esperar. O mover do Espírito Santo foi maravilhoso. A brisa de Sua presença nos acariciou a noite toda. E a resposta dos pastores e representantes à palavra de Deus, carrega meu coração de uma esperança viva.

Embora os jornais da televisão digam que as instalações não estão prontas para as Olimpíadas, eu testifico que a igreja sim está pronta para o plano de Deus.

Deus não se rende. Ele continua no plano de salvar o mundo. Não nos detenhamos.

Até que o mundo acredite,

Pastor Diaz-Pabón

Discipulado, Prioridade para o Crescimento da Igreja

 

Jesus estabeleceu para a Igreja algumas prioridades, que fluíram a partir do derramamento do Espírito (At. 2). Vemos que os primeiros cristãos consideraram a comunhão dos santos (At. 2.42,46), a adoração ao Senhor (At. 2.47a), a evangelização (At. 2.47b), a ação social (At. 2.44,45) e o discipulado dos recém convertidos (At. 2. 40,41) como prioridades de sua marcha terrestre. Quero destacar a prioridade do discipulado como modelo para o crescimento da Igreja, cumprindo a determinação do Senhor em Mt. 28.19-20.

Por discipulado entenda-se o processo em que o novo convertido recebe todas as instruções indispensáveis para sua formação e crescimento de sua fé, até que esteja apto a fazer outros discípulos, reproduzindo assim o modelo do caráter cristão (2 Tm. 2.2).

Vemos que o crescimento explosivo da Igreja no Século I se deu por meio do discipulado. Jesus formou o seu grupo de discípulos, inicialmente com os 12 (Mt. 10.1-4), depois com 70 (Lc. 10.1) e, finalmente, com mais de 500 discípulos (1 Co. 15.6). Logo após o Pentecostes, os discípulos começaram a multiplicar, ensinando e batizando aqueles que iam sendo salvos. Jesus optou pelo discipulado como meio de alcançar todas as nações (Mt. 28.19-20), pois este modelo de crescimento supera as barreiras temporais, isto é, funcionou no passado, funciona hoje e funcionará até o arrebatamento da Igreja.

Quando Jesus estava na Terra muitos quiseram segui-lo, mas não pagaram o preço do discipulado (Mt. 19.16-24). O chamado de Cristo inclui renúncia, abnegação e compromisso com o Mestre. Podemos ver a diferença entre os seguidores e os discípulos na “Primeira Multiplicação de Pães” (Jo. 6.5-13). Jesus fez o milagre, mas deu aos discípulos a incumbência de alimentar as multidões. Note que os seguidores vivem atrás dos sinais, mas são os discípulos quem operam sinais (Mc. 16.17-18). Um dia depois de saciar a multidão, o discurso de Cristo foi mais veemente, e, por conta disto, os seguidores deixaram-no, ficando com o Mestre apenas os verdadeiros discípulos (Jo. 6.60-68). O seguidor está apenas envolvido com Cristo, enquanto o discípulo está totalmente comprometido com Ele.

A Igreja atual deve investir maciçamente no discipulado, pois trata-se da formação do caráter de Cristo (Ef. 4.13) nas pessoas que aceitam a Jesus como Salvador, e também do melhor meio para que os crentes se tornem frutíferos na Obra e sadios na fé. A falta de discipulado na Igreja produz crentes fracos espiritualmente e descomprometidos com a cruz de Cristo (Mt. 16.24). Sem falar no grande número de seitas e heresias que enganam diariamente muitos cristãos sinceros, que desconhecem as doutrinas cardeais da fé cristã (2 Pe. 3.18). Além disso, a Igreja sem discipulado estagna seu crescimento e compromete o seu futuro, gerando com isso muitos desviados, que não permanecem servindo a Deus pela falta de estrutura de fé (Mt. 7.26,27).

Amado obreiro, não se contente em apenas fazer com que o pecador aceite a Jesus como Salvador, ensine-o a identificar-se com Cristo, desde seus primeiros passos de caminhada de fé por meio de um método sério de discipulado. Você verá que quando este crente amadurecer, será um verdadeiro discípulo do Senhor, o Mestre por excelência.

 

Pastor Sérgio Melfior, é Pastor Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Joinville (SC), e 1º Vice-Presidente da CIADESCP – Convenção das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná